| A EXTENSÃO NOS INSTITUTOS FEDERAIS |
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A extensão é compreendida como o espaço em que os Institutos Federais promovem a articulação entre o saber fazer e a realidade sócio-econômica, cultural e ambiental da região. Educação, Ciência e Tecnologia devem se articular tendo como perspectiva o desenvolvimento local e regional, possibilitando assim, a imbricação/interação necessária a vida acadêmica. A extensão, entendida como prática acadêmica que interliga os Institutos Federais nas suas atividades de ensino e de pesquisa com as demandas da maioria da população, consolida a formação de um profissional cidadão e se credencia junto à sociedade como espaço privilegiado de produção e difusão do conhecimento na busca da superação das desigualdades sociais. Tendo em vista que o processo educativo funda-se sobre os três pilares, ensino, pesquisa e extensão, como dimensões formativas e libertadoras indissociáveis e sem hierarquização, a relação que a extensão estabelece com o ensino e a pesquisa é dinâmica e potencializadora. Ora a extensão intensifica sua relação com o ensino, oferecendo elementos para transformações no processo pedagógico, onde professores e alunos constituem-se como sujeitos do ato de ensinar e aprender, levando à socialização e a aplicação do saber acadêmico. Em outros momentos a extensão intensifica sua relação com a pesquisa que, utilizando-se de metodologias específicas, compartilhando conhecimentos produzidos pela instituição, contribuindo para a melhoria das condições de vida da sociedade. As instituições de ensino se deparam, a todo momento, com demandas sociais que impõem um diálogo permanente entre as instituições e a comunidade e isto deve estar refletido no dia-a-dia, envolvendo necessariamente ações em relação: a democratização das informações (que podem ser traduzidas em ações como cursos, eventos, etc), o desenvolvimento social e tecnológico (que pressupõe pesquisa, prestação de serviços, projetos tecnológicos) e a melhoria da qualidade de vida da população (ações voltadas para o desenvolvimento social da comunidade, incluindo a educação especial e na área cultural). Neste sentido, é imperativo conceber a Extensão nos Institutos Federais como uma práxis que possibilita o acesso aos saberes produzidos e experiências acadêmicas, oportunizando, desta forma, o usufruto direto e indireto, por parte de diversos segmentos sociais. E que se revela numa prática que vai além da visão tradicional de formas de acesso como também de participação. A extensão tem um grande leque de atuação e consequentemente, cria um manancial de dados que precisa ser sistematizado, com objetivo de dar visibilidade a contribuição da extensão no contexto local, regional e nacional. O que não significa um engessamento das ações, mas ao contrário, estabelecem-se definições, princípios que subsidiarão as ações de cada Instituto. Com objetivo de estabelecer bases que possam contribuir para o desenvolvimento da Extensão, os representantes da Extensão das instituições que compõem a Rede Federal de Educação Profissional e Tecnológica propõem que todas as atividades sejam identificadas segundo as dimensões da extensão discriminadas abaixo, que têm como objetivo uniformizar terminologias e criar uma base conceitual comum.
DIMENSÕES DA EXTENSÃO São consideradas como Atividades de Extensão no IF-SC as ações que envolvam:
1. Projetos Tecnológicos: Atividades de pesquisa e/ou desenvolvimento em parceria com instituições públicas ou privadas que tenham uma interface de aplicação.
2. Serviços Tecnológicos: Consultoria, assessoria, prestação de serviços para o mundo produtivo.
3. Eventos: Ações de interesse técnico, social, científico, esportivo, artístico e cultural favorecendo a participação da comunidade externa e/ou interna. Assim especificados, campanha de difusão cultural, campeonato, ciclo de estudos, circuito, colóquio, concerto, conclave, conferência, congresso, conselho, debate, encontro, espetáculo, exibição pública, exposição, feira, festival, fórum, jornada, lançamento de publicações e produtos, mesa redonda, mostra, olimpíada, palestra, recital, semana de estudos, seminário, simpósio, torneio, entre outras manifestações.
4. Projetos Sociais: Projetos que agregam um conjunto de ações, técnicas e metodologias transformadoras, desenvolvidas e/ou aplicadas na interação com a população e apropriadas por ela, que representam soluções para inclusão social, geração de oportunidades e melhoria das condições de vida. 5. Estágio e Emprego: Compreende todas as atividades de prospecção de oportunidades de estágio/emprego e a operacionalização administrativa do estágio (encaminhamento e documentação).
6. Cursos de Extensão (FIC – Formação Inicial e Continuada): Ação pedagógica de caráter teórico e prático, com critérios de avaliação definidos e oferta não regular.
7. Projetos Culturais Artísticos e Esportivos: Compreende ações referentes a atividades culturais, artísticas e esportivas. 8. Visitas Técnicas e Gerenciais: Interação das áreas educacionais da instituição com o mundo do trabalho. 9. Empreendedorismo: Compreende o apoio a formação empreendedora. 10. Acompanhamento de egressos: Constitui-se no conjunto de ações implementadas que visam acompanhar o itinerário profissional do egresso, na perspectiva identificar cenários junto ao mundo produtivo e retroalimentar o processo de ensino, pesquisa e extensão.
DIRETRIZES DA EXTENSÃO No sentido de implementar uma política de extensão, que inclua concepção, diretrizes e princípios, sendo definidas pelo órgão de competência (Conselho de Extensão ou órgão equivalente) e a normatização da extensão, através de instrumentos legais, como estatuto e regimento. As atividades de Extensão dos Institutos Federais têm como diretrizes: a) Contribuir para o desenvolvimento da sociedade constituindo um vínculo que estabeleça troca de saberes, conhecimentos e experiências para a constante avaliação e vitalização da pesquisa e do ensino; b) Buscar interação sistematizada dos Institutos Federais com a comunidade por meio da participação dos servidores nas ações integradas com as administrações públicas, em suas várias instâncias, e com as entidades da sociedade civil; c) Integrar o ensino e a pesquisa com as demandas da sociedade, seus interesses e necessidades, estabelecendo mecanismos que inter-relacione o saber acadêmico e o saber popular; d) Incentivar a prática acadêmica que contribua para o desenvolvimento da consciência social, ambiental e política, formando profissionais-cidadãos; e) Participar criticamente de projetos que objetivem o desenvolvimento regional sustentável em todas as suas dimensões; f) Articular políticas públicas que oportunizem o acesso a educação profissional estabelecendo mecanismo de inclusão.
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